SUPLICY, O POLÍTICO

 


Estive a gora há pouco, virtualmente, em uma conversa com nada mais, nada menos, que Eduardo Suplicy. Este que é um ícone, um símbolo, da política brasileira, aquela que costumamos nos referir como política substantiva. A política, que você até pode discordar de suas ideias e ideais, mas está longe de ser fisiologista, clientelista; a política do “toma lá, da cá”. Do” eu quero me dar bem”.

Não. Com Suplicy política é dita substantiva quando ela está no campo das ideais e dos princípios, o que, costumeiramente, não aparece na grande impressa. O que nós estamos acostumados a assistir são barganhas e disputas de nacos de poder.

Suplicy, já foi Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador por 24 anos, em 2016 foi o vereador mais votado da Cidade de São Paulo, sendo que o candidato eleito em segundo lugar teve 3 x menos voto que ele.

Foi o vereador mais bem votado da história da cidade de São Paulo.

Como Senador, propôs o projeto de lei nº 10.835 que instituindo a  Renda Básica de Cidadania, aprovado pelo Congresso e assinado pelo Presidente da República em 08 de janeiro de 2003.

A Renda Básica de Cidadania é uma quantia que deveria ser paga em dinheiro a cada cidadão com o objetivo de propiciar a todos a garantia de satisfação de suas necessidades básicas.

Mas o indivíduo ganharia um salário sem trabalhar?

Parece estranho para os nossos padrões, mas isso, de certa forma, acontece na Europa e EUA, há bastante tempo. Quer seja como bolsa de estudos, auxílio desemprego – como aqui, ou outra forma qualquer de benefício. O fundamental é garantir a sobrevivência humana com dignidade.

Além do aspecto humano, de garantir a sobrevida da geração de hoje para semearmos novas gerações, mais criativas e cultas, não podemos esquecer que estamos nos aprofundando na 4ª Revolução Industrial com a chegada da conexão 5G, o que substituirá sobremaneira a mão de obra humana na produção.

Outros fazeres terão que ser inventados – e já estão.

A mão de obra na indústria automobilística, a que mais empregava, se limita hoje a 5% do que absorvia há 20 anos.

O livro de Suplicy, RENDA BÁSICA, A SAÍDA É PELA PORTA”, é de leitura obrigatória.


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