Bolsonaro x Dória: A Guerra da Vacina

  

A população não está acompanhando tão de perto quanto deveria, mas vivemos uma situação, muito grave e completamente fora de propósito.

O Governo Federal – Bolsonaro está retirando 35 bilhões de reais, ou seja 22% do orçamento da saúde. Isso por si só já representa um verdadeiro absurdo, quanto mais nesse momento de recrudescimento da pandemia.

Na administração pública o executivo elabora um orçamento prevendo recitas e despesas e, obrigatoriamente, enviar para análise e aprovação do legislativo. Em agosto, o Bolsonaro enviou uma peça orçamentária retirando verbas, não só da saúde, mas também da educação; cortando 18% do Ministério de Ciência e Tecnologia, 76% da cultura e, estranhamente, aumentando o orçamento para a Defesa Nacional – como se estivéssemos em guerra com alguém, e “oferecendo” mais verbas para o pagamento de dívidas bancárias.

A oposição, consciente dessa gravidade, não votará este orçamento este ano. Mas sim, vai procurar, através da votação LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, impedir que diminuam as verbas destinadas ao combate da Covid 19.

Cabe à LDO - Lei Orçamentária Anual, anualmente, enunciar as políticas públicas e respectivas prioridades para o exercício seguinte. Já a LOA tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a programação das despesas para o exercício financeiro.

Na Câmara Federal, a oposição apresentou dois Projetos importantes. O Projeto 4023 que aponta diretrizes sobre a distribuição da vacina, e o Projeto 1463, que trata sobre a licença compulsória sobre a produção e distribuição de vacinas anti convid 19.

É fundamental que tenhamos um Plano Nacional de Imunização contra Covid que garanta a vacinação de toda a população como pretende o Bolsonaro. Em seu Plano, ele não se propõe nem a vacinar a metade de nossa população, mas só alguns grupos de risco e em 4 fases.

É preciso entendermos que quanto mais pessoas vacinarmos, mais rápido nossa vida vai voltar ao normal e a economia se recuperar, restabelecendo desta forme, uma quantidade expressiva de empregos, por mais que estivéssemos vivendo uma tremenda crise econômica desde 2014.

O Bolsonaro sempre subestimou a pandemia do coronavírus, a chamando de gripezinha e, mais recentemente, chamou de “maricas” as pessoas que veem se cuidando através do uso de álcool em gel, realizando distanciamento social e usando máscara facial.  Tal postura se reflete neste momento em descaso com as 180 mil mortes e milhares de pessoas adoecidas que vivem, muitas delas, sob terríveis sequelas. Infelizmente, este é um governo de toscos e de escrachos.

Por outro lado, o Plano anunciado pelo Governador Dória, não passa de um plano de promoção pessoal com vista à sua candidatura a Presidente em 2022.

O plano apresentado em São Paulo tem cinco fases. A primeira é composta por profissionais da saúde, indígenas e quilombolas. As quatro seguintes são separadas por idade: idosos de 75 anos ou mais; de 70 a 74 anos; de 65 a 69 anos; e, por fim, de 60 a 64 anos.

Se o Plano de Bolsonaro tem 4 fases, o de Dória tem 5, e ambos não preveem a vacina massiva da população, mas somente de seus grupos de risco.

O Fato é que a comunidade científica está em polvorosa com estas soluções apresentadas por estes governantes, que sobrepõem projetos políticos de seus grupos e suas vaidades pessoais ao interesse público, da vida das pessoas.


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