Sobre os "Nem Nem"


 


Quase ¼ dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos não trabalha e não estuda!

Matéria publicada na Folha de São Paulo de 03/12/2018, traz dados do Instituto de Pesquisa Econômica IPEA, revelando que quase ¼ dos jovens brasileiros entre 15 e 24 anos, não trabalha e não estuda, vulgarmente chamados de “nem nem” (nem emprego, nem estudo). (1)


Segundo a pesquisa, tal cenário se dá por problemas enfrentados pelos grupos familiares com habilidades cognitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas, obrigações com parentes e filhos, entre outros.


Viver em nossa sociedade sempre foi e será um desafio. Para que esse desafio seja salutar e instigante, devemos partir da premissa de que é possível a conquista de ideais.


Para tanto, as citadas habilidades cognitivas e socioemocionais são elementos essenciais para que o sujeito tenha condições de perseguir boa parte de ideais que dizem respeito ao desenvolvimento da sociedade.


No entanto, a muitos desses jovens “nem nem”, faltou condições elementares para bem desenvolver tais habilidades, pois durante a primeira infância não lhes foi favorecido um ambiente saudável, emocionalmente estável, alimentação balanceada e estímulos adequados. (2 e 3)


Também não puderam aproveitar condições de aprendizado em uma escola que, servindo como um de seus primeiros modelos de inserção na sociedade, lhe pudessem oferecer ferramentas capazes de desenvolver as habilidades cognitivas. Estas que, por terem sido mal iniciadas, também serão mal estruturadas e, ao final do processo de ensino, ainda que pudesse ser de boa qualidade, não teriam tais jovens adquirido amadurecimento o bastante para um correto autoconhecimento e autonomia. Encontrarão então, muita dificuldade em sua busca pela Felicidade e também para poder ofertar uma melhor contribuição ao desenvolvimento da sociedade.


Isto tudo porque hoje nós, enquanto Estado, resistimos à ideia de prover com responsabilidade os corretos investimentos para um desenvolvimento salubre a todos os entes da sociedade a partir de sua primeira infância, deixando assim ruir oportunidades de carreiras nas mais diversas áreas de atuação a diversos indivíduos que poderiam estar contribuindo com o fortalecimento da nação.


Pior do que nos manter estagnados, tal resistência fatalmente nos conduzirá à deterioração social, inclusive podendo acabar com a chamada classe média, agravando as já preocupantes condições de vida e podendo causar generalizada convulsão social.


Um dos fatos que leva a essa conclusão é o crescimento desordenado da população, em especial nas comunidades mais carentes e que agregam a maioria dos chamados “nem nem”.


Cabe a nós, enquanto parte integrante do Estado e conscientes de nossa responsabilidade, encontrar os meios para modificar essa cruel realidade que, se hoje ainda não atinge diretamente a mim ou a você que lê este texto, é só questão de tempo.


(1) https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/12/23-dos-jovens-brasileiros-nao-trabalham-nem-estudam-diz-ipea.shtml


(2) http://www.alfaebeto.org.br/blog/primeira-infanciaafase-de-ouro-paraainteligencia/


(3) http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/02/estimulo-cerebral-antes-dos-tres-anosecrucial-paraodesenvolvimento-da


Juracy Cruz ,advogado.

https://www.facebook.com/juracy.cruzjr



Comentários

  1. Não podemos cobrar se não houve investimento 🤷🏾‍♀️

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  2. A classe média na fúria egoísta de querer se preservar, vai acabar por se afundar na lama e morar entre os ratos como já acontece com a classe menos favorecida, e que tantos olham como normal!

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