POR QUE ESCREVO ESSAS HISTÓRIAS E NÃO OUTRAS?

 






POR QUE ESCREVO ESSAS HISTÓRIAS E NÃO OUTRAS?



Quando resolvi escrever esse texto, talvez essa explicação, a primeira coisa que lembrei foi do filósofo Friedrich Nietzsche em seu livro Ecce Homo, Como alguém se torna o que é... e por quê? Fui lá “cavocar” nos livros que obtive já bem depois de formada (quando estudante não tinha condições de comprá-los️) e esse, em especial, estava marcado no título que eu procurava: “Por que escrevo tão bons livros” 😄 😄... não sei se os estudiosos do filósofo me recriminarão, mas diria que não tenho a megalomania deste, mas o título vem com a mesma intenção, pois o que faz ali é uma autobiografia meio às avessas e minha intenção é um pouco essa, mostrar quem sou a partir de minha trajetória de vida, como percebo o mundo, quais as pessoas e suas ações que ficaram na minha memória.

Alguns(mas) amigos(as), não muitos, mas a pergunta me inspira, me perguntaram por que estava escrevendo essas histórias, um chegou a questionar se pretendia lançar um livro de contos, 😄... a pergunta chegou a me fazer sorrir por dentro, pois nunca tive a pretensão de escrever para publicar, a não ser que fossem minhas memórias para serem lidas pela família, e nada mais... então vou contar brevemente por que comecei a escrever essas histórias.

Essa mesma professora estudiosa de Nietzsche, Scarlett Marton, tinha uma forma diferente da maioria dos(as) outros(as) professores(as) de abordar os temas filosóficos, talvez inspirado na maneira mais hermética do filósofo que escolheu estudar, parecia sempre deixar no ar, em suspenso, as conclusões de suas análises, ao que parece para que pudéssemos refletir de forma própria antes de seus vereditos. Lembro em uma aula que abordou, informalmente, um filme lançado no final de semana anterior, “Tudo sobre minha mãe”, do cineasta Almodóvar... perguntou quem o tinha visto e o que acharam, ouviu o comentário de alguns(mas) alunos(as) e em seguida sentenciou: “Será que vimos o mesmo filme?”... eu, “reclamona”, boiando na aula, cobrei não ter passado a “tarefa” com antecedência. Em sua análise abordou o olhar feminino do diretor fazendo com que me tornasse fã deste, toda vez que assisto um filme dele (já no final de semana seguinte fui assistir “Tudo sobre minha mãe”, em pouco tempo me tornando cinéfila), fico lá prestando atenção no olhar feminino do mesmo...e aí com ela aprendi sobre Nietzsche, mas também aprendi sobre Almodóvar e sobre como não arrombar portas abertas! E eu aqui divagando, contando uma história para contar outra!

Sobre os textos, ou histórias, ou contos que passei a escrever, suas ideias começaram a “pipocar” na cabeça quando recebi um primeiro conselho de um amigo assim que falei que estava pré-candidata a vereadora... depois a vice-prefeita, agora candidata mesmo a vice-prefeitura (tudo tão rápido) e o conselho foi: “Escreve!”... perguntei algo do tipo, “Escreve o quê?”... a resposta mais ou menos foi essa, “Escreve sobre você, para saberem quem você é!”

Mas acho que não levei muito a sério, minhas tentativas de escrito foram mesmo só memórias, diários, nunca pensei em escrever para um fim específico. Depois de alguns dias veio um ultimato, que me pareceu como um empurrão! “Escreve”, tipo, ”levanta” e escreve! Então resolvi tentar!

Um outro pequeno conselho mostrou o caminho. Uma recente amiga, ou amiga recente mas que já parece velha amiga, Alcione, também candidata, mostrou seu face falando... vejo as datas comemorativas e posto pequenos textos homenageando! Então, comecei daí, só que as datas comemorativas foram apenas alavancas para mim, filósofa divagadora, usar para me apresentar.

O primeiro texto que escrevi, não tão longo, falava sobre o estudo na pandemia... acordei inspirada, escrevi rapidamente, gostei do resultado, era só rever o texto, corrigir concordância, deixar mais “bonitinho”... tirar uma foto da mesa bagunçada para mostrar o caos (era meu tema), pegar algumas opiniões rápidas, mandar para fazer uma arte e tudo pronto, primeiro texto publicado. Estava lá começando a escrever... vieram os primeiros elogios, alguns erros bobos de concordância, amigos se prontificando para palpitar antes da publicação (depois de ler e reler tantas vezes, já não encontramos nossos próprios erros, fica a dica para buscar um(a) analista quando parecer que tá tudo certo mas só você consegue ver assim... 🤪) e daí ficou mais fácil escrever 1, 2, 3, 4...ainda poucos, mas divertidos e instigantes contos?! Sei lá, não sou dada a classificações!

Agora estou candidata a vice-prefeita de Santos e continuarei escrevendo, tentando pensar nas melhores formas de me apresentar, de me comunicar e, se você tiver sugestões, dê seu pitaco amoroso que eu ouvirei... de vero, o que somos é somatória do que temos ao nosso redor, se possível, quero me representar, te representando, quero me olhar, te olhando e juntos, humanamente voltar a sermos humanos(as).

Bora lá que o tempo urge e a vida é curta demais pra ficar parado(a)!


Professora Cecília Cravo









Comentários

  1. Parabéns Profª Cecília Cravo pela coragem e disposição de enfrentar novos desafios!

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    1. Esse desafio está sendo dos maiores, ou parece... kakka, quando estamos dentro do desafio ele sempre parece grande demais para nós!

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  2. Parabéns amei vê vc pessoalmente bjs

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